:: O Espetáculo MPB na Ditadura
 
Utilizando a associação das linguagens cênica, musical, literária e circense, o grupo resgata as canções que embalaram o sonho de liberdade de mais de uma geração nas duas décadas de regime autoritário. São relembrados os grandes momentos dos festivais de TV, as artimanhas dos compositores para driblar a censura instituída após o AI-5 e as variadas formas pelas quais as diversas tribos e vertentes da nossa música resistiram ao autoritarismo e ecoaram a luta da sociedade pela restauração de seus direitos.

No palco de MPB NA DITADURA, doze artistas, entre músicos, cantores e atores se revezam para recriar o clima e a riqueza musical de um período em que a criatividade artística e o engajamento social se aliaram no combate à repressão. O espetáculo traz para os dias de hoje as questões discutidas à época, resgatando a história como fio condutor da ação transformadora no presente.

Relembrando os 40 anos dos movimentos de 1968 e da promulgação do AI-5, além dos 60 anos da declaração dos Direitos Humanos, o evento do dia 30 contará ainda com uma exposição no foyer do Teatro Francisco Nunes organizada pela ONG "Tortura Nunca Mais" e pelo "Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania" (IHG).
 
:: Sinopse do show

O espetáculo MPB NA DITADURA é composto de três partes, que correspondem aos três períodos em que tradicionalmente se divide o regime militar. A primeira parte remete ao período de 1964 a 1968, desde o golpe que instituiu a ditadura até  a promulgação do AI-5. Nesse período, marcado pelos grandes festivais de música das redes de TV, a MPB fomentava a utopia revolucionária da sociedade, com composições de forte teor social e questionamento crítico.

A segunda parte retrata o período após o AI-5, entre 1969 e 1974, em que, com a rígida censura sobre os meios de comunicação e as obras artísticas, os compositores tiveram de utilizar diversos estratagemas para driblar o regime e expressar seu protesto. Desarticulada pelo silêncio imposto, bem como pelo exílio de seus principais nomes, e ameaçada pela sombra da tortura, a MPB, assim como toda a sociedade, resistia por todos os meios ainda possíveis.

A última parte traz o período da abertura, de 1975 a 1985, marcado pelo fim progressivo do regime militar e a anistia aos exilados e presos políticos. Em todo esse período, a MPB produziu canções que atuaram como hinos das diversas tribos que, à sua maneira, protestaram contra o regime e ecoaram as vozes da sociedade em sua luta pela liberdade e pelos direitos humanos. O espetáculo termina com o carnaval pelo fim da ditadura e pela volta dos anistiados.

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